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Estágio Supervisionado em Geografia III (ESG III)
 

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Primeiro de observações, coparticipação e regência
Data:  04/04/2025 a 22/07/2025


Temática: IDENTIDADES EM DISPUTA: TERRITORIALIDADES E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO GLOBAL

Objetivo: Compreender de forma significativa a relação entre o homem e o meio, tendo em vista, a interação dos fenômenos e processos físico-naturais, bem como as organizações socioespaciais por meio dos conteúdos de Geografia

Projeto de Intervenção (ESG III)

Sequências didáticas (ESG III)

“Somos responsáveis por aquilo que fazemos, pelo que não fazemos e pelo que impedimos de fazer.”
(Albert Camus)

Plano de Oficina Pedagógica  de Curricularização (ESG III)

Ficha de Material Didático (ESG III)

Plano de Coparticipação (ESG III)

RELATOS E EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDOS COM AS OBSERVAÇÕES DAS AULAS DOS/AS PROFESSORES E PROFESSORAS REGENTES

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces..”
(Aristóteles)

Apontamentos iniciais

Ao assistir às aulas dos professores e professoras regentes, temos a oportunidade de aprender valiosas lições sobre como direcionar nossas próprias práticas pedagógicas. Observamos atentamente as técnicas e metodologias que eles utilizam, o que nos proporciona insights sobre como engajar os alunos e tornar o processo de ensino-aprendizagem mais eficaz. A partir dessas observações, iniciamos uma profunda reflexão sobre como estruturar nossas aulas, buscando sempre promover uma aprendizagem significativa e inclusiva. Além disso, essa troca de experiências nos permite considerar diferentes abordagens didáticas, adaptando-as às necessidades específicas de nossos estudantes. 
Ao analisar a interação entre os alunos e o conteúdo, bem como a forma como os educadores facilitam o aprendizado, nos tornamos mais conscientes da importância de criar um ambiente de sala de aula acolhedor e estimulante. Essa busca contínua por aprimoramento nos motiva a inovar e a incorporar novas ideias, sempre com o objetivo de enriquecer a experiência de aprendizado e atender às diversas demandas da turma. Assim, a observação se torna uma ferramenta essencial para nosso desenvolvimento profissional e para a formação de educadores mais competentes e sensíveis às realidades de seus alunos.

Por fim, a intervenção pedagógica acontecerá na Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina, no bairro Leader. Ademais, o foco são os alunos de Geografia dos anos finais (9º Ano – Turma única/vespertino). No que concerne à infraestrutura, a escola possui dependências com acessibilidade, e é formada por turmas do Ensino Fundamental anos iniciais e anos finais. Segundo o Projeto Político Pedagógico (PPP), atualmente a escola conta com 518 alunos matriculados, funcionando nos turnos matutino e vespertino. Sendo 30 professores, 3 assistentes administrativos, 11 agentes de Portaria, 1 secretária, 4 mediadores de crianças com deficiência, 2 coordenadoras, 2 vice-diretoras e 1 diretor, totalizando 56 funcionários.

No dia 07/04,2025, observai uma aula na Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, município de Jacobina/BA, no período vespertino, uma aula do professor regente Ewerthon Oliveira Diniz no 9º Ano - turma única, em que foi abordado o conteúdo “A relação entre o Oriente e o Ocidente”. Após a exposição, ele solicitou uma atividade do livro didático, que estava alinhada ao que foi discutido em aula. O professor destacou a importância do respeito como base para manter o controle da turma, promovendo um ambiente de aprendizagem harmonioso e colaborativo, sem recorrer à imposição de autoridade. Durante a aula, observei também que um dos autores do livro é Sonia Casteller, que teve um papel significativo na organização do XVI Encontro Nacional de Práticas de Ensino de Geografia (ENPEG). Essa conexão com eventos acadêmicos relevantes demonstra a qualidade e a atualização do material didático utilizado, refletindo as práticas pedagógicas contemporâneas e a integração entre teoria e prática na formação dos alunos e alunas. Além disso, a aula proporcionou um espaço para discussões enriquecedoras, onde os alunos puderam expressar suas opiniões e reflexões sobre o tema, favorecendo um aprendizado mais ativo e participativo. O professor incentivou a análise crítica e a troca de ideias, preparando assim os estudantes para um entendimento mais profundo das interações culturais entre o Oriente e o Ocidente.

No mesmo dia, no período vespertino, observei três aulas de Geografia, na Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, município de Jacobina/BA, também ministradas pelo professor regente Ewerthon Oliveira Diniz na turma do 8º ano - turma única. Durante essas aulas, o professor abordou os conteúdos sobre "as relações geológicas da América", utilizando tanto o quadro quanto o livro didático para apresentar as atividades que serão desenvolvidas nas próximas aulas. Estavam presentes Elionia Macedo e eu, pois Elionia irá assumir essa turma em breve, esquento que eu assumirei a turma do 9º ano. O foco das aulas foi proporcionar uma compreensão mais profunda das características geológicas do continente americano, destacando a importância dessas relações para o meio ambiente e a sociedade. O professor também incentivou a participação dos alunos por meio de perguntas e discussões, promovendo um ambiente interativo e colaborativo. 

Também no mesmo dia, porém, no período noturno, observei duas aulas de Geografia em turmas diferentes, ministradas pela professora regente Maria Celeste de Jesus Oliveira nas turmas do 6º/7º ano A e 6º/7º ano B. Durante as aulas, a professora trabalhou com a música "Planeta Água", de Guilherme Arantes, utilizando-a como recurso pedagógico para abordar questões relacionadas à água, sustentabilidade e a importância dos recursos hídricos para o meio ambiente. Além disso, a atividade gerou uma discussão envolvente entre os alunos, permitindo que eles expressassem suas opiniões e reflexões sobre a preservação dos recursos naturais e o papel de cada um na proteção do planeta. Essa abordagem não apenas enriqueceu o aprendizado, mas também estimulou o pensamento crítico e a conscientização ambiental dos estudantes. Nesse dia, um fato que chamou a atenção foi que, ao chegarmos à unidade escolar, antes mesmo de nos cumprimentar, a professora perguntou logo: "Cadê Akson?". Isso demonstra a importância do Estágio Supervisionado em Geografia (ESG III), pois revela como a presença de cada estagiário impacta o ambiente escolar e a dinâmica da turma. A preocupação da professora em saber sobre Akson ressalta não apenas a relação de acolhimento e atenção que ela tem com os estagiários, mas também a importância de cada um deles para a continuidade das atividades e o aprendizado dos/as alunos e alunas. Essa experiência reforça o papel do estágio como um momento crucial de aprendizado e integração no contexto educacional.

No dia 14/04/2025, observei uma aula na turma do 9º ano – turma única na Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA, durante o período vespertino. A aula foi conduzida pelo professor regente Ewerthon Oliveira Diniz, que solicitou aos alunos a resolução de atividades do livro didático relacionadas ao conteúdo abordado na aula anterior, que tratou das culturas do Oriente e do Ocidente. O professor Ewerthon iniciou a aula revisando os principais pontos discutidos anteriormente, destacando as diferenças e semelhanças entre as duas culturas. Ele incentivou os/as alunos e alunas a refletirem sobre como esses aspectos culturais influenciam as sociedades contemporâneas e a sua própria vida cotidiana. Em seguida, os discentes foram organizados em duplas para facilitar a troca de ideias e a colaboração na resolução das atividades propostas. O professor circulou pela sala, oferecendo apoio e orientações adicionais, além de promover discussões enriquecedoras que estimularam o pensamento crítico dos/as alunos e alunas. A aula se destacou não apenas pela abordagem didática, mas também pelo ambiente colaborativo que o professor conseguiu criar, onde eles e elas se sentiram à vontade para expressar suas opiniões e questionamentos sobre o tema. Tenho certeza que essa dinâmica contribuiu significativamente para o aprendizado e a compreensão do conteúdo, tornando a experiência educativa mais rica e significativa. É importante destacar que, mesmo aqueles que estavam dispersos na sala de aula, acabaram participando da resolução da atividade.

No dia 22/04/2025, observei duas aulas na turma do 9º ano – turma única da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA, durante o período vespertino. Após a finalização do conteúdo sobre Oriente e Ocidente, o professor iniciou a aula fazendo uma sondagem para saber o que os discentes sabiam sobre Globalização, tendo em mãos as informações, o professor por meio de uma aula expositiva ministrou o conteúdo, valendo-se de aspectos cotidiano da vida dos discentes para melhor exemplificar esse fenômeno, objetivando uma compreensão melhor, para a próxima aula, o professor prometeu a exibição de um filme "O Preço do Amanhã (2011)", com direito a pipoca. É importante destacar que, na próxima aula, já começarei minha coparticipação. Complementando, a atividade proposta pelo professor visa estimular o interesse dos alunos sobre o tema, promovendo um ambiente de aprendizado dinâmico e interativo. Além disso, minha participação incluirá contribuir com debates e dinâmicas que ajudem a aprofundar a compreensão dos alunos sobre a Globalização e suas implicações no mundo contemporâneo.

Apontamentos finais

Diante do exposto, o período de observações em sala de aula foi extremamente enriquecedor, proporcionando uma oportunidade valiosa para me familiarizar com as estratégias de coparticipação. Essa experiência não apenas ampliou meu entendimento sobre a dinâmica do ambiente escolar, mas também me preparou para a futura regência, permitindo-me observar práticas pedagógicas eficazes, interagir com os alunos e refletir sobre abordagens que podem ser aplicadas em minha própria prática docente. Acredito que essa etapa irá contribuir positivamente para o processo de ensino-aprendizagem em minha formação profissional.

Alguns momentos das observações, bem como o material didático utilizado

Legenda: Nas duas primeiras imagens, temos a foto do livro didático utilizado pelos alunos do 9º Ano – turma única/vespertino. Já na terceira imagem, temos a produção de um mapa com os continentes, onde os discentes do 8º Ano – turma única/vespertino estão colando algodão nas partes altas do relevo. Por último, temos a imagem de uma lousa nas aulas do 6º/7º Ano B no COMUJA.

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Fonte:  Teobaldo Alves Pinto (2025)

Sphere on Spiral Stairs

RELATOS E EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDOS COM A COPARTICIPAÇÃO

“Escrever um livro é como mandar cartas aos amigos.”
(Antônio Campos)

Apontamentos iniciais

Diante do exposto, o período de coparticipação foi extremamente enriquecedor, proporcionando uma oportunidade valiosa para me familiarizar com a rotina escolar e estabelecer um contato direto e significativo com os alunos. Durante esse tempo, atuei de forma colaborativa, contribuindo tanto no apoio às atividades pedagógicas quanto na mediação de atividades avaliativas e participativas. Essas experiências me permitiram identificar tanto as dificuldades quanto as potencialidades da turma, além de me levar a uma reflexão profunda sobre a prática pedagógica em Geografia. Esse processo não apenas ampliou meu entendimento sobre as dinâmicas de ensino e aprendizagem, como também me incentivou a buscar estratégias que atendam melhor às necessidades dos alunos, promovendo um ambiente mais inclusivo e motivador para todos. Ao término dessa etapa, temos a certeza de que estamos começando a escrever a nossa história profissional na área da educação. Cada experiência vivida, cada desafio enfrentado e cada aprendizado adquirido contribuem para a formação de um legado que será compartilhado com futuras gerações.

No dia 08/04/2025, participei como apoiador na organização da palestra sobre trânsito promovida pela empresa Honda. Estive auxiliando o professor Cleilton e a estagiária Valdiane Jesus Santos na arrumação do espaço no auditório e na elaboração da lista de presença dos alunos. Durante a palestra, observei o envolvimento dos estudantes com o tema da segurança no trânsito. As perguntas feitas por eles demonstraram não apenas curiosidade, mas também um profundo interesse em compreender melhor as questões relacionadas ao trânsito e à prevenção de acidentes. Essa interação foi muito positiva e indicou que os alunos estavam absorvendo o conteúdo de forma significativa. Além disso, tenho a expectativa de que esse evento contribua para a formação de uma consciência crítica sobre a importância da segurança no trânsito entre os jovens. Acredito que iniciativas como essa são fundamentais para promover um comportamento responsável e seguro nas futuras gerações. Nesse sentido, "Em decorrência das pesquisas realizadas, leituras, experiências sociais etc., o professor incorpora de certa forma um ou mais aspectos dos referenciais teóricos analisados anteriormente em suas práticas docentes, muitas das quais são derivadas de como foi educado durante sua vida escolar"(Santos, 2005, p. 31).

No dia 22/04/2025, Apoiei o professor regente na exibição do filme “O Preço do Amanhã” (2011), garantindo o bom funcionamento dos equipamentos. Realizei um breve resumo do filme e destaquei os principais pontos para discussão, como a relação entre tempo e dinheiro, a desigualdade social e as implicações éticas das escolhas que fazemos. Após a exibição, os alunos participaram de um questionário reflexivo sobre o conteúdo do filme, demonstrando boa capacidade de análise crítica. Além disso, promovemos um debate em sala de aula, em que os estudantes puderam compartilhar suas impressões e aprofundar a discussão sobre os temas abordados, estimulando a reflexão sobre a sociedade contemporânea e as consequências de nossas ações no futuro. A atividade foi muito enriquecedora e contribuiu para o desenvolvimento do pensamento crítico dos discentes. Cabe ressaltar que, a partir do material produzido pelos alunos e alunas desenvolveremos um trabalho acadêmico que submeteremos ao X Encontro de Baiano de Geografia (X EBG) em Caitité/BA. 
 
No dia 28/04/2025, realizei, juntamente com o professor regente, a correção das atividades referentes ao filme. Comentei sobre as respostas dos alunos, ressaltando os pontos fortes e propondo ajustes e melhorias onde necessário. Incentivei o debate e a participação dos estudantes durante as discussões, promovendo um ambiente colaborativo e interativo. Além disso, sugeri que os alunos compartilhassem suas interpretações pessoais sobre o filme, enriquecendo ainda mais o diálogo e estimulando o pensamento crítico. Acredito que essas abordagens não apenas melhoraram a compreensão do conteúdo, mas também fortaleceram o engajamento da turma.
 
No dia 29/05/2025, participei de uma reunião de planejamento pedagógico via Google Meet com o professor regente. Durante nosso encontro, definimos estratégias para as aulas subsequentes, incluindo métodos de avaliação, uso do livro didático e a integração de recursos digitais para enriquecer o aprendizado dos alunos. Além disso, discutimos a importância de adaptar as atividades para atender às diferentes necessidades dos estudantes, uma vez que temos em sala de aula, discentes com necessidades especiais, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar ativamente das aulas. À tarde, estive na unidade escolar para verificar e organizar os recursos necessários para as próximas atividades. Revisei os materiais disponíveis, preparei os espaços de aula e coordenei com os demais professores para garantir que tudo estivesse pronto para as próximas semanas. Também aproveitei a oportunidade para conversar com alguns alunos e alunas e entender suas expectativas em relação às aulas, o que nos ajudará a ajustar nosso planejamento conforme necessário.

No dia 05/06/2025, acompanhei e orientei a produção dos cartazes em grupos, incentivando a criatividade e a expressão individual de cada aluno. Os estudantes utilizaram o livro didático e diversas fontes complementares, incluindo a internet e bibliografias sugeridas, para enriquecer o conteúdo dos trabalhos. Estimulei a colaboração entre os colegas, promovendo um ambiente de troca de ideias e experiências. Além disso, forneci suporte técnico e conceitual, esclarecendo dúvidas e oferecendo orientações sobre a apresentação visual e a organização das informações. Observei um bom engajamento dos estudantes tanto na pesquisa quanto na elaboração estética do material, refletindo seu interesse pelo tema e a capacidade de trabalhar em equipe. Essa experiência não apenas fortaleceu suas habilidades de pesquisa, mas também desenvolveu a capacidade de comunicação e apresentação, fundamentais para sua formação.
 
No dia 06/05/2025, Auxiliei o professor regente na realização da chamada e na organização da sala de aula. Apresentei-me formalmente aos alunos, explicando meu papel como estagiário e destacando minha intenção de contribuir para o ambiente de aprendizado. Para estabelecer um bom relacionamento com os discentes, busquei me aproximar deles, promovendo diálogos abertos e demonstrando interesse por suas opiniões e dúvidas. Essa interação inicial foi fundamental para preparar o terreno para minha futura regência, criando um ambiente de confiança e colaboração. Cabe ressaltar que, nesta aula, foi abordado o conceito de Globalização, e os alunos não tiveram dificuldade em compreendê-lo, pois, a exibição do filme “O Preço do Amanhã (2011)” foi o recurso utilizado para ilustrar de forma prática as implicações sociais e econômicas da globalização. O filme estimulou discussões relevantes sobre desigualdade, acesso a recursos e o valor do tempo como moeda, permitindo que os discentes relacionassem o conteúdo teórico com situações do cotidiano. Além disso, atividades complementares, como debates em grupos e reflexões individuais, foram realizadas para aprofundar a compreensão do tema, promovendo um aprendizado mais significativo. 
P.S: Nesse dia, recebemos a confirmação de que o nosso trabalho acadêmico “A GEOGRAFIA EM SALA DE AULA: pressupostos teórico-metodológicos para o ensino do mundo globalizado” foi aprovado, agora é só arrumarmos as malas. #PartiuCaitité.
 
Apontamentos finais
Diante do exposto, o período de coparticipação foi extremamente enriquecedor, proporcionando uma oportunidade valiosa para me familiarizar com a rotina escolar e estabelecer um contato direto e significativo com os alunos. Durante esse tempo, atuei de forma colaborativa, contribuindo tanto no apoio às atividades pedagógicas quanto na mediação de atividades avaliativas e participativas. Essas experiências me permitiram identificar tanto as dificuldades quanto as potencialidades da turma, além de me levar a uma reflexão profunda sobre a prática pedagógica em Geografia. Esse processo não apenas ampliou meu entendimento sobre as dinâmicas de ensino e aprendizagem, como também me incentivou a buscar estratégias que atendam melhor às necessidades dos alunos, promovendo um ambiente mais inclusivo e motivador para todos. Ao término dessa etapa, temos a certeza de que estamos começando a escrever a nossa história profissional na área da educação. Cada experiência vivida, cada desafio enfrentado e cada aprendizado adquirido contribuem para a formação de um legado que será compartilhado com futuras gerações.

Alguns momentos da coparticipação

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Fonte:  Teobaldo Alves Pinto (2025)

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Legenda: Nas imagens, temos o registro fotográfico de Valdiane Jesus Santos e eu durante uma das coparticipações com as turmas do 6º ano do turno vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina.

RELATOS E EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDOS COM A REGÊNCIA

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo.”
(Franklin Roosevelt)

Apontamentos iniciais

Ao iniciar a regência, temos a oportunidade de aprender valiosas lições sobre como direcionar nossas próprias práticas pedagógicas. Observamos atentamente as técnicas e metodologias que foram aprendidas na Universidade, por meio dos textos sugeridos pelos professores e professoras supervisores do Estágio Supervisionado em Geografia (ESG III). Além disso, a experiência prática nos permite refletir sobre a aplicação desses conceitos em sala de aula, adaptando-os às necessidades e realidades dos alunos. É um momento de conexão entre teoria e prática, onde podemos experimentar diferentes abordagens e avaliar sua eficácia. Ao interagir com os estudantes, percebemos a importância de criar um ambiente de aprendizagem inclusivo e dinâmico, que estimule o pensamento crítico e a curiosidade. Assim, a regência não apenas enriquece nossa formação como futuros educadores, mas também nos ajuda a desenvolver uma consciência reflexiva sobre o nosso papel na educação e a impactar positivamente a vida dos alunos.


No dia 12/05/2025, ministrei duas horas/aulas na turma do 9º ano – turma única da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA, marcando o início das atividades de regência. Apresentei-me oficialmente à turma e fizemos uma recapitulação do conteúdo anterior, depois iniciei a aula expondo sobre sistemas coloniais. Para estimular a participação dos alunos, dividi a turma em grupos e propus a produção de cartazes sobre as colônias britânicas e francesas, utilizando o livro didático e outras fontes de pesquisa. Os alunos demonstraram um bom nível de participação e interesse, embora tenha havido desafios na organização de alguns grupos, que apresentaram certa dispersão. Para melhorar a dinâmica, pretendo implementar algumas estratégias de gestão de grupo nas próximas aulas, como a definição de papéis específicos para cada membro. A avaliação inicial foi positiva, com muitos alunos se engajando e apresentando boas ideias durante a atividade. Estou confiante de que, com ajustes na dinâmica, conseguiremos aprimorar ainda mais a colaboração entre os estudantes.
 

No dia 13/05/2025, realizamos a aula dedicada à apresentação dos seminários em grupo, conforme agendado previamente pelo professor regente, Ewerthon Diniz. Os alunos apresentaram seus cartazes, demonstrando ter absorvido as informações principais sobre os temas abordados. Para enriquecer a dinâmica, incentivei a formulação de perguntas ao final de cada apresentação, promovendo um ambiente de troca de ideias e aprofundamento dos conteúdos. Notei, entretanto, uma participação desigual entre os alunos: enquanto alguns se mostraram engajados e se destacaram nas discussões, outros pareceram mais retraídos e pouco contribuíram. Para a avaliação, optei por focar tanto no trabalho em equipe quanto na participação individual, visando reconhecer o esforço coletivo e incentivar aqueles que se sentiram menos à vontade a se manifestar em futuras oportunidades. Esse formato de avaliação permitirá não apenas identificar o desempenho acadêmico, mas também promover o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação entre os alunos.
 

No dia 19/05/2025, ministrei duas horas/aulas para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. O tema abordado foi "O Mundo Globalizado", no qual relacionei os conceitos de globalização aos sistemas coloniais que marcaram a história, levando-se em os territórios dessas potências, bem como o das colônias. Durante a aula, incentivei os alunos a estabelecer conexões entre o passado e o presente, promovendo uma reflexão crítica sobre como esses processos históricos ainda influenciam nossas vidas atualmente. Após a explanação, solicitei que os alunos construíssem um mapa mental como atividade avaliativa, a fim de consolidar o aprendizado e estimular a organização do conhecimento. O envolvimento da turma foi bastante positivo, com muitos alunos participando ativamente das discussões. No entanto, percebi que alguns discentes ainda apresentaram dúvidas sobre conceitos básicos relacionados à globalização. Para abordar essas lacunas de compreensão, planejo realizar uma revisão sobre os principais conceitos na próxima aula, utilizando exemplos práticos e atuais para facilitar a assimilação do conteúdo.
 

No dia 20/05/2025, ministrei uma hora/aula para a turma do 9º ano turma única/vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina/BA. Durante essa aula, os alunos participaram ativamente da organização de um projeto escolar, o que proporcionou uma experiência mais prática e colaborativa. Auxiliei os estudantes na coleta de dados e na montagem dos materiais necessários para o projeto, incentivando a criatividade e o trabalho em equipe. O envolvimento coletivo foi satisfatório, com a maioria dos/as alunos e alunas demonstrando entusiasmo e iniciativa. No entanto, foi necessário realizar algumas intervenções para manter o foco e a disciplina da turma, garantindo que todos permanecessem engajados nas atividades propostas. Essa experiência evidenciou a importância da participação ativa dos discentes no processo de aprendizado, além de reforçar habilidades essenciais, como colaboração e responsabilidade.


No dia 26/05/2025, ministrei duas horas/aulas para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Iniciei a aula com a correção dos mapas mentais solicitados na aula anterior aos discentes, enfatizando a importância dessa ferramenta para a organização do conhecimento, ao término dessa etapa,   comecei com a explanação dos novos conteúdos, a saber: a Oceania, as colônias neerlandesas e a economia australiana. A participação dos discentes foi bastante ativa, mas percebi que muitos tiveram dificuldades em relacionar a colonização na Oceania com suas próprias vivências e experiências cotidianas. Para facilitar essa conexão, insisti na importância do uso do mapa-múndi, que pode ajudar a reforçar a espacialização do conteúdo e tornar as informações mais concretas, bem como na contextualização do conteúdo, como a Austrália possui grandes reservas minério, pude fazer uma comparação com a exploração do ouro em Jacobina. Sugeri que, nas próximas aulas, realizássemos atividades práticas, como debates ou trabalhos em grupos, em que eles poderiam explorar mais a fundo as relações entre a história da colonização e suas realidades atuais. Além disso, a inclusão de vídeos geográficos e histórias locais poderiam enriquecer ainda mais o aprendizado, tornando-o mais dinâmico e relevante.

No dia 27/05/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do turno vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina/BA, onde expliquei a expansão da economia russa. Dividi a turma em duplas para que anotassem as ideias principais, seguidas de apresentações orais. A atividade foi produtiva para desenvolver a expressão oral, porém precisei reforçar o conceito de hegemonia, esclarecendo como ele se relaciona com as dinâmicas econômicas e políticas da Rússia no contexto global. Além disso, incentivei os alunos a refletirem sobre as implicações da hegemonia econômica na geopolítica contemporânea e como isso afeta as relações internacionais. A interação foi enriquecedora e os alunos demonstraram interesse em aprofundar o tema em aulas futuras. É importante destacar que, nesta aula, abordei a guerra entre Rússia e Ucrânia, falei sobre a importância desses países para a economia mundial, uma vez que o primeiro fornece gás para toda a Europa, além de fertilizantes. Também discuti como essa guerra afeta a economia mundial e o Brasil, que depende da importação de fertilizantes para o agronegócio.


No dia 02/06/2025, ministrei duas horas/aulas para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Iniciei a aula com a correção dos mapas mentais que haviam sido solicitados na aula anterior, reforçando a importância dessa ferramenta para a organização do conhecimento e a construção de um aprendizado mais significativo. Ao término dessa etapa, passei para a explanação sobre As Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), utilizando charges e mapas para ilustrar e enriquecer o conteúdo apresentado. A atividade consistiu na montagem de charges em forma de quebra-cabeça, em grupos, bem como a pintura de charges para os discentes com necessidades especiais, as atividades propostas foram especialmente bem-sucedidas, pois favoreceu um aprendizado inclusivo, lúdico e interativo. Durante a atividade, surgiram reflexões interessantes e debates construtivos entre os eles, o que demonstrou o envolvimento e o interesse deles pelo tema abordado por parte da turma. Ao final da aula, fiz uma síntese dos principais pontos discutidos e incentivei-os a continuarem explorando o assunto, destacando a relevância histórica das guerras e suas consequências para o mundo contemporâneo. Acredito que essa abordagem ajudou a consolidar o conhecimento adquirido e a estimular o pensamento crítico dos discentes. É importante destacar que, nesta aula, fiquei um pouco apreensivo, pois estava sendo avaliado pelo Supervisor do Estágio, professor Dr. Marcone Denys, e pelo professor regente, Ewerthon Diniz, para a avaliação do ENADE. Por mais que a gente seja avaliado o tempo todo.


No dia 03/06/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. O tema abordado foi uma revisão geral dos sistemas coloniais, com foco nas suas características e impactos históricos, pois nas próximas trabalharemos outro conteúdo. Durante a aula, apliquei exercícios do livro didático para reforçar o conteúdo. A maioria dos discentes demonstrou uma boa compreensão geral dos conceitos apresentados, no entanto, ainda persistem dúvidas pontuais, especialmente em relação às conexões entre colonização e globalização. Acredito que, para aprofundar o entendimento desses temas interligados, será necessária a realização de atividades complementares, como debates em sala de aula e pesquisas em grupos, que podem ajudar os alunos e as alunas a compreender essas relações e a desenvolver uma visão mais crítica sobre os efeitos da colonização no mundo contemporâneo.


No dia 10/06/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina, na Bahia. A temática abordada foi uma introdução ao conteúdo “As interculturalidades e as identidades”. Durante a aula, discutimos como as diversas culturas interagem e influenciam a formação das identidades individuais e coletivas. Utilizei exemplos do cotidiano contextualizo com a realidade deles, citando exemplos como os povos ciganos com suas vestimentas típicas para facilitar a compreensão dos discentes e estimular o debate sobre a importância da diversidade cultural na sociedade contemporânea. A participação da turma foi bastante entusiasmada, e os/as alunos e alunas se mostraram interessados em explorar mais sobre como as interculturalidades se manifestam em seu cotidiano.

No dia 16/06/2025, ministrei duas horas/aula para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Nesta aula, estava prevista a aplicação da Oficina Pedagógica de Curricularização. No entanto, como havia apenas cinco discentes presentes, decidi mudar a data da oficina para garantir uma participação mais ampla. Durante a aula, aproveitei a oportunidade para discutir com os alunos o conceito de cultura. As respostas foram as mais variadas, refletindo as diferentes vivências e percepções de cada um. O diálogo foi enriquecedor, proporcionando um espaço de troca de ideias e uma melhor compreensão da importância da cultura em nossas vidas. Essa abordagem permitiu que os alunos se sentissem mais engajados e incentivou reflexões sobre a diversidade cultural presente em nosso cotidiano. Ao final da aula, combinei com os alunos uma nova data para a Oficina Pedagógica, garantindo que todos pudessem participar e contribuir para o aprendizado coletivo. É importante destacar que os alunos do “fundão”, por serem poucos os que estavam presentes na aula, começaram a participar de um diálogo aberto, o que foi muito enriquecedor, pois, normalmente, eles não costumam participar das aulas.
 

No dia 17/06/2025, participei de uma atividade especial na Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada em Jacobina/BA. Em vez de ministrar uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino, como combinado, colaborei com os professores regentes da unidade escolar nos ensaios com os alunos no período da tarde, em virtude de uma tradição da escola. Essa experiência foi enriquecedora, pois pude contribuir para o desenvolvimento das habilidades dos estudantes e apoiar a equipe pedagógica em um momento tão significativo para a comunidade escolar.

​No dia 30/06/2025, ministrei duas horas/aula para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Durante as aulas, expliquei o conceito de mundialização, diferenciando-o da globalização. Para ilustrar a temática, utilizei a música "Parabolicamará", de Gilberto Gil, que provocou uma discussão rica sobre as interconexões culturais. A atividade de interpretação da letra da canção trouxe reflexões valiosas sobre as trocas culturais, permitindo que os alunos compreendessem de maneira prática como a música pode refletir e influenciar a sociedade. Embora alguns alunos tenham demonstrado resistência inicial à análise musical, ao longo da atividade, a maioria se envolveu de forma ativa, contribuindo com suas próprias interpretações e questionamentos. Essa troca gerou um ambiente de aprendizado colaborativo, no qual todos puderam expressar suas opiniões e ampliar sua visão sobre o tema. Além disso, ao final da aula, realizei uma breve avaliação para entender melhor a assimilação do conteúdo. A maioria dos/as alunos e alunas demonstrou uma boa compreensão dos conceitos abordados e destacou a importância das trocas culturais em um mundo cada vez mais interconectado. Essa experiência foi enriquecedora tanto para eles quanto para mim como educador.

No dia 01/07/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina, na Bahia. A temática abordada foi um debate inicial sobre a cultura estadunidense, introduzido por meio de músicas de rap americano. A recepção da turma foi bastante positiva, especialmente entre os alunos mais interessados na cultura musical. Durante a aula, promovemos uma discussão sobre as influências e características do rap, bem como seu papel na sociedade e na expressão cultural dos jovens nos Estados Unidos, bem como a influência desse gênero ao redor do mundo. Expliquei o contexto social das periferias na propagação desse estilo musical, contextualizado com a realidade deles. Em seguida, realizamos um exercício do livro didático que complementou o tema, permitindo aos alunos refletirem e expressarem suas opiniões sobre as questões sociais abordadas nas letras das músicas. A atividade estimulou um ambiente de troca de ideias e fomentou o pensamento crítico entre os alunos, que se mostraram engajados e participativos durante toda a aula. É importante destacar que todos já conheciam o gênero, sobretudo através das músicas dos Racionais MC, grupo de Rap brasileiro.

No dia 07/07/2025, na turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina, na Bahia. Apliquei a Oficina Pedagógica durante duas horas/aulas, quesito para a Curricularização da Extensão, envolvendo os Componentes de Cartografia Escolar e Geografias Humanísticas e Culturais, orientado pelas professoras Ione Jatobá e Jorima Valoz, respectivamente. No primeiro momento solicitei aos/as alunos e alunas que compartilhem o que eles sabem sobre música, e qual a sua importância para a disseminação da cultura de um povo em qualquer parte do mundo; já, no segundo momento houve uma explanação breve sobre a relação entre Geografia e música: como a música pode descrever um lugar, sua cultura, seus costumes e até mesmo como ela pode romper fronteiras continentais; por fim, no terceiro momento foi feita a divisão dos/as alunos e alunas em dois grupos. Em seguida eles receberam as peças do quebra-cabeça, que representam diferentes continentes.
Passo a passo da dinâmica:
Depois da formação das equipes: As equipes deverão montar seus quebra-cabeças colaborativamente, pois dentre os membros há pessoas com deficiência, o que não implicam em sua participação;
Sorteio de par ou ímpar: Após a montagem dos quebra-cabeças, será realizado um sorteio de par ou ímpar. A equipe que vencer o sorteio terá a oportunidade de escolher o primeiro número entre 01 e 16. Esses números correspondem a um conjunto de dezesseis perguntas e trechos musicais.
Regras do Jogo: A equipe que escolher o número X, dentre os 16 disponíveis, deverá primeiro responder à pergunta correspondente, que vale um ponto. Em seguida, na segunda etapa, a equipe deverá identificar o continente onde está localizado o país referente ao trecho da música que será executado, referente ao número escolhido, que vale mais um ponto.
Ao final, a equipe das alunas fizeram mais pontos e levaram o prêmio máximo, uma caixa de chocolate que foi repartido entre elas, pois durante a execução da atividade, o representante do grupo que acertasse a pergunta de uma das etapas era premiado com um chocolate e ganhava um ponto, podendo acumular dois pontos por roda (duas etapas), caso acertasse.
É importante destacar que, que a Geografia pode ser aprendida, por meio da música, levando-se em conta a escala geográfica por meio da representação dos continentes. Durante o feedback sobre a experiência da aula, os discentes destacaram pontos positivos e sugestões de melhorias.

No dia 08/07/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina, na Bahia. Iniciei a aula fazendo a chamada. Em seguida, perguntei: "Vocês conhecem clubes ou seleções de diferentes países? Como isso se relaciona com a geografia?" Após essa interação, fiz uma breve apresentação sobre a origem do futebol na Inglaterra e sua disseminação pelo mundo. Utilizai um mapa para ilustrar como o jogo se espalhou por diferentes continentes. Além de discutir as diferenças culturais entre os clubes, considerando os investimentos realizados em equipes de países mais ricos, abordei também como o clima influencia os estilos de jogo e a popularidade do futebol em determinados países. Por exemplo, no Brasil, o clima tropical favorece a prática do jogo ao ar livre durante o ano todo. Também explorarei como o tipo de terreno, como planícies e montanhas, pode afetar o desenvolvimento de clubes e a prática do esporte. Como avaliação solicitei aos/as alunos e alunas que fizesse a leitura do texto e respondessem a atividade na página 67, para que pudéssemos discutir na próxima aula.

No dia 14/07/2025, ministrei duas horas/aulas para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Iniciei a aula fazendo a chamada, bem como a correção da atividade da aula passada. Logo mais, coloquei a música "Prince Tag" da cantora Jessie J., ao passo que, por meio do poema “Eu etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade, expliquei o conceito de moda, destacando como a moda de diferentes países influencia é influenciada por outras culturas. Utilizei imagens de diferentes marcas, para mostrar como elas estão presentes no nosso cotidiano no que se refere ao processo de globalização, influenciado por fatores como comércio e veiculação nas redes sociais. Mais adiante, expliquei que, a moda pode ser entendida como um processo contínuo ao longo da história, refletindo não apenas as mudanças estéticas, mas também as transformações sociais, culturais e econômicas de cada época. Desde os trajes utilizados nas civilizações antigas, que eram influenciados por fatores como clima e funcionalidade, até as passarelas contemporâneas que ditam tendências globais. Como avaliação propus que fizessem a interpretação e a análise crítica da letra "Prince Tag" de Jessie J. e da poesia “Eu etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade abordando aspectos sociais e culturais presentes na canção e no poema, levando em conta o contexto da globalização.

No dia 15/07/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina, na Bahia. Iniciei a aula fazendo a chamada e corrigindo a atividade da aula passada. Em seguida, fomos para a sala de vídeo, assistimos ao filme sul-coreano "Alerta Vermelho" com o objetivo de que os/as alunos e alunas compreendesse a importância das produções cinematográficas que não são hollywoodianas. Além disso, a atividade buscava proporcionar um novo olhar sobre as produções orientais, evitando práticas xenofóbicas e promovendo a diversidade cultural. Durante a discussão, também abordarmos os fenômenos físico-naturais presentes no filme, estimulando a reflexão crítica sobre a interação entre cultura e ciência. Assim, como esperado buscamos enriquecer a formação dos/as alunos e alunas e ampliarmos o seu repertório cultural.
Ao final da aula, solicitei aos/as alunos e alunas que lessem o texto da página 65 do livro didático para discutirmos na próxima aula.

No dia 21/07/2025, ministrei duas horas/aulas para a turma do 9º ano da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, localizada no município de Jacobina/BA. Iniciei a aula fazendo a chamada. Em seguida, perguntei aos/as alunos e alunas o que eles entenderam sobre o filme. Além de discutir as diferenças culturais entre as produções sul-coreanas e as produções hollywoodianas, considerando os investimentos nessas obras, destaquei que o filme brasileiro "Ainda Estou Aqui", pela primeira vez na história, trouxe um Oscar para o Brasil. Isso ressalta a importância do cinema nacional, tanto para nós quanto para o mundo, como uma forma de difusão cultural. Além disso, abordei como o cinema pode refletir e influenciar a identidade cultural de um país, estimulando a reflexão crítica sobre as realidades sociais e políticas representadas nas telas. Também fiz uma comparação entre os estilos narrativos e estéticos das diferentes cinematografias, incentivando-os a compartilharem suas opiniões e experiências. Em seguida, realizei uma revisão geral do conteúdo trabalhado durante as minhas aulas de estágio, pois amanhã aplicarei uma avaliação. É fundamental que os discentes estejam preparados, então utilizei esse momento para esclarecer dúvidas e reforçar os principais pontos discutidos. Espero que, ao final da aula, eles se sintam mais confiantes e motivados para a avaliação. 

No dia 15/07/2025, ministrei uma hora/aula para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina, na Bahia. Iniciei a aula fazendo a chamada e cumprimentando a todos e todas. Em seguida, distribui as avaliações, que contêm perguntas de múltipla escolha. As avaliações dos alunos com deficiência (PCDs) tinha uma abordagem diferente, consistindo na atividade de pintar um “rapper segundo um globo”. Essa tarefa visava promover a expressão artística e a inclusão, permitindo que todos os discentes participassem de maneira significativa. Fiquei disponível para esclarecer dúvidas durante a realização das atividades. Ao final, tudo transcorreu bem.

 

Apontamentos finais

Diante do exposto, o período de regência foi de extrema importância, proporcionando uma oportunidade valiosa para me familiarizar com a dinâmica da sala de aula e estabelecer um contato direto e significativo com os discentes. Apesar das dúvidas e incertezas que enfrentei. Por mais cansativo que foi essa fase da minha vida acadêmica, esse tempo me permitiu compreender a magia contida nessa etapa do processo educativo. Pude observar o crescimento dos/as alunos e alunas, suas interações e o impacto positivo que uma abordagem pedagógica adequada pode ter na aprendizagem. Essa experiência não apenas fortaleceu minha paixão pela docência, mas também me ensinou a importância da empatia, da escuta ativa e da adaptação às necessidades de cada estudante. Assim, saí desse período mais preparado e motivado para os desafios futuros na educação. Confesso que tive vontade de chorar ao ler as mensagens deixadas por eles nas avaliações que corrigi, enquanto buscava a máxima justiça para aplicar a nota correta. Sem sombra de dúvidas, a Geografia foi um divisor de águas em minha vida, não só profissional, mas também humana.

Alguns momentos da regência

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Legenda: Coparticipação que resultou no trabalho acadêmico  'A GEOGRAFIA EM SALA DE AULA: pressupostos teórico-metodológicos para o ensino do mundo globalizado' aprovado para o X Encontro Baiano de Geografia (X EBG) em Caetité.

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Legenda: Tela do Quiz desenvolvido para os discentes com necessidades especiais (PCDs).

Fonte:  Teobaldo Alves Pinto (2025)

Legenda: Curricularização da Extensão aplicada no Estágio Supervisionado em Geografia III (ESG III) para a turma única do 9º ano do período vespertino da Escola Municipal Armando Xavier de Oliveira, situada no município de Jacobina, na Bahia 

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Fonte:  Teobaldo Alves Pinto (2025)

 Legenda: Avaliação final aplicada aos discentes do 9º - turma única, onde ministrei minha primeira regência em um espaço escolar, na duas primeiras imagens temos avaliação para os demais alunos, já, na terceira imagem temos a avaliação para os alunos com necessidades especiais.

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Fonte:  Teobaldo Alves Pinto (2025)

Legenda: Cumprimento do Estágio Supervisionado em Geografia III (ESG III) com chave de ouro, onde meu regente e eu apresentamos um trabalho acadêmico referente a uma prática pedagógica desenvolvida no estágio intitulado 'A GEOGRAFIA EM SALA DE AULA: pressupostos teórico-metodológicos para o ensino do mundo globalizado' no X Encontro Baiano de Geografia (X EBG) em Caetité.

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Fonte:  Bianca (2025)

Cantinho da Leitura

Texto 1

SANTOS, Ivaneide Silva dos. Políticas Curriculares para a Licenciatura em Geografia: significações de estágio supervisionado. In: STRAFORINI, Rafael; CABRAL, Thiago Manhoes; CECIM, Jéssica Rodrigues da Silva. Políticas Educacionais e Ensino de Geografia: sentidos de currículo, práticas e formação docente. Jundiaí – SP: Paco Editorial, 2020.


O presente artigo discute a importância do Estágio Supervisionado em Geografia para a formação docente no contexto das reformas curriculares e as recentes legislações que dão norte aos cursos de licenciatura no Brasil, bem como traz a problematização, de como o Estagio Supervisionado ficou por muito tempo estagnado, sendo um componente isolado na formação inicial de professores, mais ainda o texto traz à baila as mudanças operadas por meio das Resoluções CNE/CP (2002 e 2015), em que define as diretrizes para componente curricular, inclusive no curso de Geografia. Outro ponto importante trazido pela autora é a questão do processo de significação de conhecimento e saberes geográficos. Ademais, o trabalho resulta de uma pesquisa de doutorado em Geografia, em que são discutidos os antagonismos e suas tensões, para fundamentar as suas inferências, a pesquisadora se apoia nas ideias do pensador argentino Laclau, valendo-se da teoria do discurso, uma vez que todo discurso hegemônico é passível de ser tensionado, trocando em miúdos, por mais que as leis sejam verticalizadas pelas esferas de governo, elas podem ser discutidas pelas classes, nesse caso, a classe de professores, juntamente com a sociedade civil, uma vez que depois de aprovada, a lei impacta na vida de todos. Por fim, o documento propõe significação ao ESG para que possa impactar na vida dos estagiários, trazendo um conteúdo mais alinhado com a formação docente e realidade das escolas.

Texto 2

Leitura dos documentos pedagógicos.


Consistiu-se na leitura desses documentos BNCC e DCRB/RCJ para o ensino de Geografia nos anos finais do Ensino Fundamental Campo nas escolas: observação e coparticipação.

Texto 3

SANTOS, Roberto Vatan dos. Abordagens do processo de ensino e aprendizagem. In: Integração, [S. l.], v. 11, n. 40, p. 19-31, 2005.


O artigo “Abordagens do processo de ensino e aprendizagem” de Roberto Vatan dos Santos explora diferentes metodologias e práticas que influenciaram a forma como o ensino foi conduzido e como os alunos aprenderam ao longo do tempo (essa conclusão tive em sala de aula), uma vez que os professores de Estágio Supervisionado em Geografia enfatizaram a importância de compreender as diversas abordagens pedagógicas, incluindo a tradicional, a construtivista e a crítica, destacando suas características e implicações no ambiente escolar. O autor enfatiza que a escolha da abordagem deve considerar o contexto, os objetivos educacionais e as necessidades dos alunos em cada época. Nisso, eles enfatizaram os contextos históricos comparando-os com os caminhos trilhados pela ciência geográfica:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confesso que nunca tinha pensado nesse esquema como aluno de Geografia, antes já tinha estudado sobre as abordagens de ensino-aprendizagem no componente de Prática III, e, já tinha lindo antes em um livro de Luckesi, intitulado Filosofia da Educação (1994).
No que tange as abordagens estudadas o autor é enfático ao afirmar que:
"Em decorrência das pesquisas realizadas, leituras, experiências sociais etc., o professor incorpora de certa forma um ou mais aspectos dos referenciais teóricos analisados anteriormente em suas práticas docentes, muitas das quais são derivadas de como foi educado durante sua vida escolar"(Santos, 2005, p. 31).
O trecho apresentado destaca a influência significativa que as experiências pessoais e o referencial teórico têm sobre a prática docente, nesse sentido, não existe uma fórmula pronta sobre qual abordagem devo incorporar, na verdade utilizamos qual é a mais viável devido ao contexto em sala de aula.

Texto 4

MOTA, Hugo Gabriel. O papel do professor e da escola básica no estágio supervisionado de Geografia: outros olhares sobre o processo de formação de professores.  In: VALLERIUS, Daniel Mallmann; MOTA, Hugo Gabriel; SANTOS, Leovan Alves do (Orgs.). O estágio supervisionado e o professor de Geografia: múltiplos olhaes. 1. ed. Jundiaí, SP: Paco, 2019. p. 131-149.


O artigo de Hugo Gabriel da Silva Mota discute o papel do Estágio Supervisionado na formação docente em Geografia, com ênfase nas contribuições que os professores e a escola básica podem oferecer nesse processo. O autor destaca a importância da aproximação entre as instituições formadoras e as escolas, enfatizando que o professor da educação básica não deve ser visto como um mero executor, mas como um agente ativo e corresponsável na formação dos futuros educadores.
Desde a introdução, o autor ressalta que o estágio supervisionado é mais do que uma exigência curricular: ele representa o momento em que os futuros professores entram em contato com a prática docente, vivenciando o ambiente escolar e suas dinâmicas. É nesse contexto que os professores da escola básica assumem um papel essencial, acolhendo os estagiários, orientando-os e compartilhando com eles as práticas concretas do ser professor.
A função formadora do estágio supervisionado
O estágio supervisionado é o espaço de encontro entre os saberes teóricos adquiridos na universidade e a realidade da prática docente. Nesse cenário, os estagiários enfrentam os desafios da profissão, experienciam inseguranças, mas também constroem sua identidade profissional. Contudo, segundo o autor, muitas escolas e professores veem o estágio como uma atividade que apenas sobrecarrega suas rotinas, devido à ausência de incentivos e ao tempo que a orientação dos estagiários exige.
O autor também aponta que a chegada dos estagiários às escolas pode implicar mudanças nos planos, projetos e rotinas dos professores supervisores, o que pode gerar resistência e insegurança. Além disso, destaca a “indefinição de papéis” entre os professores universitários e os da educação básica, conforme discutido por Pimentel e Pontuschka (2015). Essa indefinição contribui para o silenciamento dos professores da escola, que acabam assumindo um papel secundário no processo formativo dos estagiários.
Apesar disso, o estágio, do ponto de vista documental, reconhece e valoriza os saberes dos professores da educação básica e sua autonomia profissional. Nesse sentido, o autor defende que esses professores devem se reconhecer como corresponsáveis pela formação dos futuros docentes, participando ativamente do planejamento e da organização das atividades de estágio em conjunto com as universidades. Essa cooperação entre escola e universidade deve considerar as práticas e rotinas de ambas as instituições, valorizando os entendimentos mútuos.
Múltiplos olhares sobre o estágio e a docência em Geografia
O autor reforça a necessidade de um maior envolvimento dos professores da educação básica nas atividades de estágio, sobretudo nas fases de planejamento e prática. Ele critica o modelo tradicional de estágio, em que as atividades iniciais se restringem à observação e à descrição da escola, muitas vezes limitadas a dados estatísticos. Em vez disso, propõe que os estagiários sejam estimulados a compreender a dinâmica da escola, seus saberes e práticas pedagógicas.
Além de contribuir para a formação dos estagiários, o estágio também pode beneficiar os próprios professores e a escola, ao proporcionar momentos de reflexão sobre as práticas docentes, contato com novas leituras e metodologias, e aproximação com a universidade. Seminários, palestras e simpósios são exemplos de atividades que fortalecem essa troca de saberes e podem resgatar o interesse e o entusiasmo dos professores pela docência.
Saberes pedagógicos e campos de atuação do professor supervisor
O autor destaca que os professores da escola básica possuem campos de atuação específicos no processo formativo dos estagiários, os quais ele denomina de “saberes pedagógicos”. Esses saberes envolvem:
O planejamento das aulas: O professor supervisor orienta o estagiário sobre como elaborar planos de aula considerando aspectos como linguagem, metodologia, disciplina, tempo, avaliação e participação dos alunos.
A organização e o domínio da sala de aula: A postura, o comprometimento e o conhecimento de conteúdo por parte do professor influenciam diretamente a organização da turma. A sequência dos conteúdos e o uso adequado de atividades também são fundamentais, bem como a afetividade na relação com os estudantes.
A utilização dos recursos didáticos: Ainda que a escola não disponha de muitos recursos tecnológicos, o autor afirma que é possível realizar boas aulas com elementos simples como o quadro. O mais importante é o domínio do conteúdo, a clareza da linguagem e os objetivos definidos para a aula.
O uso do livro didático: O professor supervisor deve apresentar aos estagiários os critérios que utiliza ao adotar (ou não) o livro didático, apontando tanto seus pontos fortes quanto suas limitações.
A documentação escolar: A compreensão de documentos como o Projeto Político-Pedagógico, as Diretrizes Curriculares e outros documentos oficiais é fundamental. A escola e o professor supervisor devem colaborar para que os estagiários tenham acesso a esses materiais e compreendam sua importância.
Nas considerações finais, o autor reafirma a relevância do professor da escola básica e da própria escola no processo de formação docente. Suas práticas, experiências e saberes são essenciais para a construção da identidade dos futuros professores. A escola deve ser reconhecida como um espaço legítimo de produção de conhecimento e de formação contínua, em diálogo constante com a universidade. Assim, o estágio supervisionado se torna, de fato, uma ponte entre teoria e prática, entre universidade e escola, contribuindo para uma formação mais crítica, reflexiva e integrada dos professores de Geografia.

 

 

Texto 5

 

MALYSZ, Sandra T. O estágio em parceria universidade-educação básica. In: PASSINI, Elza Yasuko; PASSINI, Romão; MALYSZ, Sandra T. (Orgs). Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto: 2007. p. 16-25.

 

O texto relata uma experiência do curso de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, na qual a orientação do Estágio Supervisionado foi reorganizada na forma de um curso de extensão voltado à formação continuada. A proposta aborda o funcionamento do estágio e as relações entre o professor supervisor da universidade, o professor regente da escola básica e o estagiário. O foco recai sobre a importância da parceria entre esses três agentes, valorizando o papel do professor regente como orientador direto do estagiário na construção de planos de aula, na definição das estratégias de ensino e na avaliação da aprendizagem dos alunos. Desse modo, diversos aspectos práticos são destacados como fundamentais para a formação docente, entre eles: o planejamento prévio das aulas, a elaboração antecipada dos planos de aula, a gestão eficiente do tempo durante a aula, o cuidado com a expressão corporal e o tom de voz, a clareza na definição dos objetivos de aprendizagem, além do uso adequado do quadro negro como ferramenta de apoio à explicação dos conteúdos. Por outro lado, o texto também ressalta a carência, por parte da universidade, de projetos voltados especificamente à compreensão das práticas de ensino e aprendizagem na educação básica. Nesse sentido, o estágio é analisado sob três diferentes papéis que o estagiário pode assumir:
Estagiário como auxiliar: o professor regente define o conteúdo e o estagiário escolhe os recursos e métodos para desenvolvê-lo;
Estagiário como parceiro: o estagiário elabora o plano de aula e o professor regente colabora com sugestões para adequá-lo ao perfil da turma;
Estagiário como substituto: o estagiário assume a condução completa da aula, desenvolvendo os conteúdos e atividades conforme planejamento prévio com o professor regente.
Essa abordagem formativa permite o aprimoramento das práticas pedagógicas de todos os envolvidos no estágio, fortalecendo o processo de formação docente. O objetivo central é promover um ensino de Geografia comprometido com o desenvolvimento de uma perspectiva analítica e crítica, formando cidadãos capazes de interpretar a realidade em que vivem e engajados em sua transformação — colocando o aluno no centro do processo de ensino e aprendizagem.

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“O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir.”
Milton Santos

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